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LIVRO
ABORDA AS NEUROSES DO MUNDO DOS NEGÓCIOS
É
fato que o ritmo de trabalho e a complexidade das atividades
empresarias passaram por uma mudança radical nos últimos
anos. Com a globalização, a nova geração
de sistemas de informação e a tecnologia avançada,
cada empregado age no mundo corporativo como uma peça
de xadrez, onde cada passo é milimetricamente calculado.
As organizações exigem cada vez mais dos profissionais
e a vida moderna faz com que as pessoas tornem seu padrão
de vida o mais intenso possível. Quanto isto é
salutar para as pessoas? Quanto isto prejudica os relacionamentos
humanos? Quanto isto é necessário? O estresse
em excesso e as neuroses poderiam ser evitadas? Segundo Renato
Ricci, consultor em gestão de negócios, com
mais de vinte anos de experiência empresarial, este
é um tema considerado “taboo” nas empresas.
Colunista do 60SEG e autor do livro “Ih, Pirei! –
Sobrevivendo às Neuroses do Mundo Corporativo”
(Qualitymark Editora), a ser lançado durante o CONARH
2005, de 01 a 04 de agosto próximos, Renato defende
que a relação empregador-empregado deva ser
repensada e reavaliada de modo a conseguirmos um melhor balanceamento
entre esforços e resultados. Não adianta um
profissional trabalhar doze horas por dia e gerar poucos resultados
com valor agregado ao negócio da empresa. O livro aborda
diversas situações onde estes problemas ficam
evidentes: o dia-a-dia em empresas familiares, públicas,
distintos estilos de gestão organizacional, o drama
do pequeno empresário, a demissão e a terrível
busca de empregos, a pressão do poder, o estresse,
e outros temas que são sentidos fortemente no mundo
atual. O livro consegue debater, com muito humor, uma situação
que chega ser dramática nas organizações,
independente de porte ou segmento de atuação.

CONARH
debate o desafio do crescimento
A
ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos)
escolheu “Hora de agir e realizar – o desafio
do crescimento” como tema do CONARH 2005 – 31º
Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece
de 1º a 4 de agosto, no Transamérica Expo Center,
em São Paulo (SP). O objetivo do evento é discutir
o crescimento das empresas, sob a ótica da gestão
de pessoas e das estratégias corporativas. Também
estará em pauta a importância do capital humano
nas empresas e a distância que separa o discurso da
prática quando o assunto é a valorização
do público interno e investimento em pessoas.
Estudos realizados pelo Conselho Nacional de Inteligência
dos Estados Unidos apontam que o Brasil caminham no sentido
de figurar como novo expoente econômico, ao lado da
Rússia, Indonésia e África do Sul. As
empresas do País, sejam elas públicas ou privadas,
procuram se estruturar para participar desta nova jornada
de crescimento. Esses esforços têm impacto na
gestão empresarial, o que leva as empresas a terem
de rever, com profundidade, o papel de seu capital humano.
“Com o grande momento que o Brasil vive, nossa contribuição
tem de estar voltada não só para resultados
imediatos, mas também para a preparação
do futuro, e com muita assertividade”, acredita o presidente
da ABRH-Nacional, Luiz Carlos Campos.
Como alavancar o crescimento considerando o ambiente produtivo
de trabalho? Qual o sentido do crescimento que queremos? Sob
que indicadores qualificar a obtenção de resultados?
Como estão sendo revistos os grandes temas de gestão
de pessoas? Até que ponto as empresas percebem o seu
capital humano como diferencial competitivo? Essas e outras
questões vão permear o 31º CONARH –
Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, em agosto.“A
ABRH está completando 40 anos de ativa participação
na vida nacional e quer fazer deste evento uma grande oportunidade
de não somente repensar o cenário de nossas
organizações, mas especialmente, testemunhar
e incentivar os passos concretos da transformação”,
destaca o Coordenador Temático do CONARH, Luiz Augusto
Costa Leite. Entre os conceitos que vão rechear as
palestras do CONARH 2005 estão estratégias,
liderança, resultado e inovação. E entre
os temas que serão debatidos podemos destacar: Parcerias
estratégicas que dão certo, Relações
de trabalho para o crescimento, Até onde vão
as métricas?, Resultados com sustentabilidade, e Qualidade
de Vida.

Baiano Bom Prá
Caymmi
Rolava
solto o verão baiano. O hotel tradicional próximo
ao Pelourinho recebia mais um grupo de estrangeiros. Franceses
que vieram a negócios e passavam uma semana na capital
da Alegria – Salvador. Dias repletos de atividades e
noites repletas de farra. Jantares típicos, capoeira
na praia, acarajés e doces a vontade, batidas tropicais
e caipirinha, idem. Os dias passaram rápido e o grupo
francês estava encantado com o Brasil, Salvador e sua
hospitalidade. O cansaço começou a pegar. No
penúltimo dia antes do retorno á terra de De
Gaulle, o organizador do grupo contata o hotel e solicita
um jantar especial de despedida para os seus 30 participantes.
Tal pedido é recebido com alegria e certa estranheza
pelo gerente do hotel, afinal raramente grupos estrangeiros
permaneciam à noite para o jantar, preferindo usufruir
a noite baiana. Mas 30 pessoas para um jantar especial era
muito bom para aumentar a receita do restaurante e nada difícil
de atender com qualidade e certa sofisticação.
Entretanto o pedido viera com algumas exigências além
da gastronomia. O coordenador fez questão de enfatizar
em seu pedido que o grupo gostaria de fazer um jantar de despedida
no próprio hotel devido ao cansaço e que faria
deste evento algo mais íntimo e particular. Ressaltou
também, que a única condição para
que o jantar pudesse ser realizado no hotel, é que
houvesse um cantor baiano acompanhado única e exclusivamente
de um violão. Algo que alegrasse sem incomodar. Após
uma semana na Bahia, os franceses já conheciam bem
o seu tipo de música e ritmos. Gostariam portanto de
continuar ouvindo os bons baianos. Aparentemente a tarefa
não era difícil exceto por se tratar de uma
sexta-feira e pelo pedido ter chegado até o gerente
geral às 4 da tarde. Conseguir preparar um jantar especial,
com alguns requisitos gastronômicos, para 30 pessoas
com cinco horas de antecedência, era um desafio mas
plenamente possível de se obter êxito. Afinal
a cozinha estava acostumada e havia estoque de produtos suficiente.
Já conseguir um cantor e seu violão em plena
sexta-feira, em Salvador, era quase impossível. O Gerente
assume o risco e confirma o jantar. Começa então
a peregrinação atrás do cardápio
especial e do cantor e seu violão. Após conversar
com alguns conhecidos e com outros hotéis vizinhos,
a situação começou a ficar mais difícil.
Todos foram unânimes em afirmar que seria impossível
contratar algum cantor àquela hora. Os bons já
estariam compromissados e os ruins, bem estes não trabalham
ás sextas-feiras. O Gerente pensou em desistir e dar
alguma desculpa esfarrapada para o grupo, mas lembrou-se da
receita que o evento iria gerar e resolveu continuar tentando.
Próximo passo, consultar os próprios funcionários.
Conversa com um, pergunta a outro, força por todos
os lados, até que, quase as 6 da tarde, o cozinheiro
fala ao gerente sobre o Carlinhos. Sim o Carlinhos, assistente
do assistente do auxiliar de cozinha. Sim o Carlinhos participava
sempre do futebol nas folgas da semana, e após tocava
seu violão com uma voz desafinada, mas sincera. Era
alvo de chacotas dos companheiros pois, segundo o cozinheiro,
ele somente sabia tocar algumas estrofes de uma música
do mestre Caymmi. Mas isto era um mero detalhe. O que valia
agora era não deixar o Carlinhos ir embora após
o seu turno. Eles deram sorte, afinal o Carlinhos já
estava pronto para pegar os seus 3 ônibus antes de chegar
em casa. O gerente geral, que conhecia o Carlinhos somente
de passagem, contou rapidamente os fatos e pediu a cooperação
do mesmo. Assustado, Carlinhos explicou que tocava violão
somente de brincadeira, e que não sabia cantar mais
do que uma música. O gerente geral não cansava
de explicar que isto era o suficiente e que ele poderia faze-lo
sem maiores problemas. Papo vai papo vem, e o gerente geral
decidiu por Carlinhos. Você vai cantar e fim de conversa.
Enquanto a cozinha se desdobrava em produzir as iguarias do
jantar, Carlinhos passava por uma mutação artística
que o transformaria na estrela da noite. Nove horas e o grupo
chega ao restaurante. Logo na entrada, o coordenador pergunta
ao maitrê sobre a música. Ele responde que esta
noite teremos Carlinhos e seu violão, e que o grupo
por certo gostará. A estratégia número
um – servir as bebidas antes do inicio da apresentação
– parece que deu certo. Em apenas dez minutos o grupo
já está mais relaxado e aberto. Chega o Carlinhos.
Não sabe bem se senta no banquinho ou se segura o violão
rente ao colo. Parece desconfortável com o microfone
previamente montado. Resolve sentar-se. O microfone está
baixo. Alguém o ajusta rapidamente. Carlinhos arrisca
alguns “alô”, “alô”, etc.
O microfone funciona bem. Os franceses percebem a movimentação
e quase que simultaneamente fitam Carlinhos com olhares atentos.
O show deve começar. Carlinhos resolve aquecer a platéia
com uma de suas favoritas, de Dorival Caymmi, aliás
sua única conhecida. Sua voz está muito baixa,
quase que imperceptível. O violão novo, emprestado
de um hotel vizinho, atrapalha um pouco o dedilhar de nosso
astro. Ele sente falta de seu violão rachado com cordas
surradas. A música continua e parte para o seu final,
este é um momento importante para qualquer artista
sentir sua platéia. Os últimos acordes soam,
e vêem os aplausos. Os franceses mostram que aprovaram
Carlinhos, voltam a conversar e relaxam. Carlinhos também.
Pena que com apenas três minutos todo o repertório
de Carlinhos já havia sido tocado. O jantar ao estilo
baiano clássico deve consumir algumas horas. Carlinhos
começa a tocar a segunda canção, é
parecida com a primeira, um pouco mais acelerada. A letra
é praticamente a mesma, porém esta agora é
balbuciada e praticamente indecifrável. Os franceses
gostam e mais aplausos. E vem a terceira, uma versão
pop da primeira, a famosa de Caymmi. Outro sucesso. Os garçons
olham para o maitrê e aprovam. Carlinhos é um
sucesso. Sua avant premiere durou duas horas e recebeu elogios
dos convidados. O jantar foi um sucesso, e graças ao
Carlinhos, e aquela única canção de Dorival
Caymmi, o cliente ficou encantado. Viva a genialidade baiana.
*Estraído
do livro "Casos
& Acasos: fatos reais e hilários da hotelaria e
do turismo" / Renato Ricci - São Paulo, Qualitec
Publicações. © 2003

Piloto e a xícara de café
Num
vôo comercial, o piloto liga o microfone e começa
a falar aos passageiros:
- Bom dia, senhores passageiros, neste exato momento estamos
a 9 mil metros de altura e estamos sobrevoando a cidade de...OHHHHHHH,
MEU DEUS!"
E os passageiros escutam um grito pavoroso, seguido de um
barulho infernal:
-"NÃAAAAAAOOOOOOO!"SPLECT! SPLOFT!
Segundos depois, ele pega o microfone e, rindo sem graça,
se desculpa:
- Desculpem-me, esbarrei na bandeja e minha xícara
de café caiu em cima de mim. Precisam ver como ficou
a parte da frente da minha calça!
E um dos passageiros gritou:
- Ô Filho da puta, você precisa ver como ficou
a parte de trás da minha!
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