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São Paulo, 28 de Julho de 2005 - Número 04/2005

 

LIVRO ABORDA AS NEUROSES DO MUNDO DOS NEGÓCIOS

É fato que o ritmo de trabalho e a complexidade das atividades empresarias passaram por uma mudança radical nos últimos anos. Com a globalização, a nova geração de sistemas de informação e a tecnologia avançada, cada empregado age no mundo corporativo como uma peça de xadrez, onde cada passo é milimetricamente calculado. As organizações exigem cada vez mais dos profissionais e a vida moderna faz com que as pessoas tornem seu padrão de vida o mais intenso possível. Quanto isto é salutar para as pessoas? Quanto isto prejudica os relacionamentos humanos? Quanto isto é necessário? O estresse em excesso e as neuroses poderiam ser evitadas? Segundo Renato Ricci, consultor em gestão de negócios, com mais de vinte anos de experiência empresarial, este é um tema considerado “taboo” nas empresas. Colunista do 60SEG e autor do livro “Ih, Pirei! – Sobrevivendo às Neuroses do Mundo Corporativo” (Qualitymark Editora), a ser lançado durante o CONARH 2005, de 01 a 04 de agosto próximos, Renato defende que a relação empregador-empregado deva ser repensada e reavaliada de modo a conseguirmos um melhor balanceamento entre esforços e resultados. Não adianta um profissional trabalhar doze horas por dia e gerar poucos resultados com valor agregado ao negócio da empresa. O livro aborda diversas situações onde estes problemas ficam evidentes: o dia-a-dia em empresas familiares, públicas, distintos estilos de gestão organizacional, o drama do pequeno empresário, a demissão e a terrível busca de empregos, a pressão do poder, o estresse, e outros temas que são sentidos fortemente no mundo atual. O livro consegue debater, com muito humor, uma situação que chega ser dramática nas organizações, independente de porte ou segmento de atuação.


CONARH debate o desafio do crescimento


A ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) escolheu “Hora de agir e realizar – o desafio do crescimento” como tema do CONARH 2005 – 31º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece de 1º a 4 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP). O objetivo do evento é discutir o crescimento das empresas, sob a ótica da gestão de pessoas e das estratégias corporativas. Também estará em pauta a importância do capital humano nas empresas e a distância que separa o discurso da prática quando o assunto é a valorização do público interno e investimento em pessoas.
Estudos realizados pelo Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos apontam que o Brasil caminham no sentido de figurar como novo expoente econômico, ao lado da Rússia, Indonésia e África do Sul. As empresas do País, sejam elas públicas ou privadas, procuram se estruturar para participar desta nova jornada de crescimento. Esses esforços têm impacto na gestão empresarial, o que leva as empresas a terem de rever, com profundidade, o papel de seu capital humano. “Com o grande momento que o Brasil vive, nossa contribuição tem de estar voltada não só para resultados imediatos, mas também para a preparação do futuro, e com muita assertividade”, acredita o presidente da ABRH-Nacional, Luiz Carlos Campos.
Como alavancar o crescimento considerando o ambiente produtivo de trabalho? Qual o sentido do crescimento que queremos? Sob que indicadores qualificar a obtenção de resultados? Como estão sendo revistos os grandes temas de gestão de pessoas? Até que ponto as empresas percebem o seu capital humano como diferencial competitivo? Essas e outras questões vão permear o 31º CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, em agosto.“A ABRH está completando 40 anos de ativa participação na vida nacional e quer fazer deste evento uma grande oportunidade de não somente repensar o cenário de nossas organizações, mas especialmente, testemunhar e incentivar os passos concretos da transformação”, destaca o Coordenador Temático do CONARH, Luiz Augusto Costa Leite. Entre os conceitos que vão rechear as palestras do CONARH 2005 estão estratégias, liderança, resultado e inovação. E entre os temas que serão debatidos podemos destacar: Parcerias estratégicas que dão certo, Relações de trabalho para o crescimento, Até onde vão as métricas?, Resultados com sustentabilidade, e Qualidade de Vida.

 

 


Baiano Bom Prá Caymmi

Rolava solto o verão baiano. O hotel tradicional próximo ao Pelourinho recebia mais um grupo de estrangeiros. Franceses que vieram a negócios e passavam uma semana na capital da Alegria – Salvador. Dias repletos de atividades e noites repletas de farra. Jantares típicos, capoeira na praia, acarajés e doces a vontade, batidas tropicais e caipirinha, idem. Os dias passaram rápido e o grupo francês estava encantado com o Brasil, Salvador e sua hospitalidade. O cansaço começou a pegar. No penúltimo dia antes do retorno á terra de De Gaulle, o organizador do grupo contata o hotel e solicita um jantar especial de despedida para os seus 30 participantes. Tal pedido é recebido com alegria e certa estranheza pelo gerente do hotel, afinal raramente grupos estrangeiros permaneciam à noite para o jantar, preferindo usufruir a noite baiana. Mas 30 pessoas para um jantar especial era muito bom para aumentar a receita do restaurante e nada difícil de atender com qualidade e certa sofisticação. Entretanto o pedido viera com algumas exigências além da gastronomia. O coordenador fez questão de enfatizar em seu pedido que o grupo gostaria de fazer um jantar de despedida no próprio hotel devido ao cansaço e que faria deste evento algo mais íntimo e particular. Ressaltou também, que a única condição para que o jantar pudesse ser realizado no hotel, é que houvesse um cantor baiano acompanhado única e exclusivamente de um violão. Algo que alegrasse sem incomodar. Após uma semana na Bahia, os franceses já conheciam bem o seu tipo de música e ritmos. Gostariam portanto de continuar ouvindo os bons baianos. Aparentemente a tarefa não era difícil exceto por se tratar de uma sexta-feira e pelo pedido ter chegado até o gerente geral às 4 da tarde. Conseguir preparar um jantar especial, com alguns requisitos gastronômicos, para 30 pessoas com cinco horas de antecedência, era um desafio mas plenamente possível de se obter êxito. Afinal a cozinha estava acostumada e havia estoque de produtos suficiente. Já conseguir um cantor e seu violão em plena sexta-feira, em Salvador, era quase impossível. O Gerente assume o risco e confirma o jantar. Começa então a peregrinação atrás do cardápio especial e do cantor e seu violão. Após conversar com alguns conhecidos e com outros hotéis vizinhos, a situação começou a ficar mais difícil. Todos foram unânimes em afirmar que seria impossível contratar algum cantor àquela hora. Os bons já estariam compromissados e os ruins, bem estes não trabalham ás sextas-feiras. O Gerente pensou em desistir e dar alguma desculpa esfarrapada para o grupo, mas lembrou-se da receita que o evento iria gerar e resolveu continuar tentando. Próximo passo, consultar os próprios funcionários. Conversa com um, pergunta a outro, força por todos os lados, até que, quase as 6 da tarde, o cozinheiro fala ao gerente sobre o Carlinhos. Sim o Carlinhos, assistente do assistente do auxiliar de cozinha. Sim o Carlinhos participava sempre do futebol nas folgas da semana, e após tocava seu violão com uma voz desafinada, mas sincera. Era alvo de chacotas dos companheiros pois, segundo o cozinheiro, ele somente sabia tocar algumas estrofes de uma música do mestre Caymmi. Mas isto era um mero detalhe. O que valia agora era não deixar o Carlinhos ir embora após o seu turno. Eles deram sorte, afinal o Carlinhos já estava pronto para pegar os seus 3 ônibus antes de chegar em casa. O gerente geral, que conhecia o Carlinhos somente de passagem, contou rapidamente os fatos e pediu a cooperação do mesmo. Assustado, Carlinhos explicou que tocava violão somente de brincadeira, e que não sabia cantar mais do que uma música. O gerente geral não cansava de explicar que isto era o suficiente e que ele poderia faze-lo sem maiores problemas. Papo vai papo vem, e o gerente geral decidiu por Carlinhos. Você vai cantar e fim de conversa. Enquanto a cozinha se desdobrava em produzir as iguarias do jantar, Carlinhos passava por uma mutação artística que o transformaria na estrela da noite. Nove horas e o grupo chega ao restaurante. Logo na entrada, o coordenador pergunta ao maitrê sobre a música. Ele responde que esta noite teremos Carlinhos e seu violão, e que o grupo por certo gostará. A estratégia número um – servir as bebidas antes do inicio da apresentação – parece que deu certo. Em apenas dez minutos o grupo já está mais relaxado e aberto. Chega o Carlinhos. Não sabe bem se senta no banquinho ou se segura o violão rente ao colo. Parece desconfortável com o microfone previamente montado. Resolve sentar-se. O microfone está baixo. Alguém o ajusta rapidamente. Carlinhos arrisca alguns “alô”, “alô”, etc. O microfone funciona bem. Os franceses percebem a movimentação e quase que simultaneamente fitam Carlinhos com olhares atentos. O show deve começar. Carlinhos resolve aquecer a platéia com uma de suas favoritas, de Dorival Caymmi, aliás sua única conhecida. Sua voz está muito baixa, quase que imperceptível. O violão novo, emprestado de um hotel vizinho, atrapalha um pouco o dedilhar de nosso astro. Ele sente falta de seu violão rachado com cordas surradas. A música continua e parte para o seu final, este é um momento importante para qualquer artista sentir sua platéia. Os últimos acordes soam, e vêem os aplausos. Os franceses mostram que aprovaram Carlinhos, voltam a conversar e relaxam. Carlinhos também. Pena que com apenas três minutos todo o repertório de Carlinhos já havia sido tocado. O jantar ao estilo baiano clássico deve consumir algumas horas. Carlinhos começa a tocar a segunda canção, é parecida com a primeira, um pouco mais acelerada. A letra é praticamente a mesma, porém esta agora é balbuciada e praticamente indecifrável. Os franceses gostam e mais aplausos. E vem a terceira, uma versão pop da primeira, a famosa de Caymmi. Outro sucesso. Os garçons olham para o maitrê e aprovam. Carlinhos é um sucesso. Sua avant premiere durou duas horas e recebeu elogios dos convidados. O jantar foi um sucesso, e graças ao Carlinhos, e aquela única canção de Dorival Caymmi, o cliente ficou encantado. Viva a genialidade baiana.

 

*Estraído do livro "Casos & Acasos: fatos reais e hilários da hotelaria e do turismo" / Renato Ricci - São Paulo, Qualitec Publicações. © 2003


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Piloto e a xícara de café

Num vôo comercial, o piloto liga o microfone e começa a falar aos passageiros:
- Bom dia, senhores passageiros, neste exato momento estamos a 9 mil metros de altura e estamos sobrevoando a cidade de...OHHHHHHH, MEU DEUS!"
E os passageiros escutam um grito pavoroso, seguido de um barulho infernal:
-"NÃAAAAAAOOOOOOO!"SPLECT! SPLOFT!
Segundos depois, ele pega o microfone e, rindo sem graça, se desculpa:
- Desculpem-me, esbarrei na bandeja e minha xícara de café caiu em cima de mim. Precisam ver como ficou a parte da frente da minha calça!
E um dos passageiros gritou:
- Ô Filho da puta, você precisa ver como ficou a parte de trás da minha!

 

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